TAG | Março Feminino

Friday, March 30, 2018


O post de hoje é bastante breve. Ultimamente, tenho visto bloggers e booktubers a responder a esta tag. Como gostei muito das perguntas e ainda ia a tempo de responder antes de terminar o mês, trago-vos hoje a tag Março Feminino.
Esta tag foi criada pela Sandra do blog Say Hello to my Books, que eu adoro!



Aqui ficam as perguntas:

   1. Aqueles dias do mês - Um livro que os homens nunca vão perceber.
   2. Filha da mãe da depilação - Um livro que te arrepia só de pensar.
   3. Aquele batom vermelho que dá um up a qualquer look - Um livro que te pôs bem-disposta/o num dia cinzento
   4. Cérebro Feminino - Um livro que parecia confuso, mas acabou por fazer muito sentido.
   5. "Mulheres não percebem de futebol, nem gostam de cerveja" - Um livro que vomita clichés.
   6. Mini-saia - Um livro curto, mas bom.
   7. Bolsa de Mulher - Um livro com muita coisa dentro, que te provocou várias emoções.
   8. Mrs. Always Right - Como as mulheres têm sempre razão, escolhe um livro que aconselhas a toda a gente.
   9. Mas porque é que tenho que gostar de cor-de-rosa? - Um livro que toda a gente gosta, menos tu!
   10. Sutiã nosso de cada dia - Um livro que te incomodou ou um livro que foi um alívio chegar ao fim.
   11. Ir à manicure - Toda uma curiosidade sobre um livro que anda na boca do povo, mas ainda não leste.
   12. Fitas e lacinhos - O livro mais girly que já leste.
   13. Girl Power - Uma autora que é uma mulher do caraças. Explica porquê.
   14. Mulheres nos livros - Indica três livros com personagens femininas fortes.
   15. Mulheres nos filmes - Indica três filmes com personagens femininas fortes.
   16. Ir em bando ao WC - Indica quem quiseres para responder.

Nomeio quem quiser responder a esta tag - respondam mesmo que não seja em Março, é mesmo muito gira!

Espero que gostem ♡

Receita | Bolo de Iogurte com Banana

Thursday, March 29, 2018


De há uns tempos para cá, tenho adquirido um gosto especial pela cozinha - mais especificamente, por fazer doces. Não é algo que faça com muita frequência, mas de vez em quando dá-me para isso, e aconteceu esta semana.

Sabem quando abrem o frigorífico e reparam que algo está perto da data de fim de validade? Pois, foi o que aconteceu neste dia. Reparei que os iogurtes estavam prestes a ficar incomestíveis e, de imediato, surgiu uma enorme vontade de os usar para fazer um bolo. E, claro, aproveitei logo para tirar fotografias e partilhar convosco a receita :P

Este é dos bolos mais fáceis de fazer - é só misturar tudo numa taça. Além disso, é feito com ingredientes que, regra geral, todos temos em casa - e se não os tivermos, com certeza que conseguimos arranjar uma alternativa. Costumo fazer muitas vezes, mas hoje improvisei e alterei algumas coisas na receita que costumo fazer.

Tempo de preparação: 20 minutos
Tempo de cozedura: 40-45 minutos

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INGREDIENTES

  - 350gr de farinha
  - 300gr de açúcar (eu só pus 250gr porque ia também adicionar uma banana)
  - 4 colheres de sopa de óleo (se usarem óleo de côco, reduzam um pouco a quantidade de açúcar)
  - 2 iogurtes, naturais ou com aroma
  - 5 ovos (usei 3 grandes e 1 médio, que é mais ou menos a mesma quantidade)
  - 1 colher de chá de fermento - se usarem farinha com fermento, ponham meia colher ou menos, apenas para terem a certeza de que o bolo cresce
  - 1 ou 2 cascas de limão (assim não fica enjoativo)
  - margarina para untar a forma do bolo
  - pitada de sal
  - canela (a gosto)

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1. Primeiro, unta-se a forma do bolo e põe-se o forno a pré-aquecer a 180ºC



2. De seguida, juntam-se todos os ingredientes, menos a farinha e a banana, numa taça. Mistura-se tudo com a batedeira. Costumo usar açúcar branco, mas desta vez optei por amarelo, já que dizem ser menos nocivo, e reduzi a quantidade, porque a banana tem imenso açúcar.

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3. Quando a mistura tiver um aspecto homogéneo, começa a adicionar-se a farinha, pouco a pouco, enquanto se mistura tudo com a batedeira.


4. Depois de tudo muito bem misturado, deita-se a mistura homogénea na forma, e coloca-se a banana (eu decidi cortar às rodelas) por cima.Também se podia misturar a banana na massa, mas optei por outra via.

5. Coloca-se no forno, de preferência a meio. Eu mantive a temperatura a 180º, durante cerca de 45 minutos. Não se esqueçam do truque do palito, para ver se a massa está cozida.

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Et voilà!! Digam lá que não tem óptimo aspecto... e sabe ainda melhor, garanto. A banana dá-lhe um toque muito bom, acho que vou começar a adicionar sempre uma. A minha avó aprova, e o resto da família também! Success

Espero que tenham gostado desta rápida e fácil receita. Se experimentarem, digam-me o que acharam e se correu bem! Ah, e claro, se tiverem alguma sugestão ou pedido para outras receitas, deixem nos comentários ↓

P.S. há ali um bocadinho que ficou queimado - é eu costumo queimar os bolos e as torradas, portanto é só a Vanessa a ser a Vanessa...

Sugestão: acompanhar com fruta mais ácida, o contraste é óptimo!

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Vanessa

O Diário Oculto de Nora Rute | Mário Zambujal

Wednesday, March 28, 2018




Título: O Diário Oculto de Nora Rute
Autor: Mário Zambujal
Editora: Clube do Autor
Ano de publicação: 2013
Páginas: 159

Há pouco tempo gravei um vídeo sobre os meus objectivos para 2018. Quem o viu, sabe que um deles é ler autores portugueses. Até agora, não tinha lido nenhum livro de autoria nacional, mas ontem deu-me vontade de pegar n'O Diário Oculto de Nora Rute - e não me arrependi.

Para começar, é um livro curto (cento e tal páginas) que eu li numa tarde - o que é perfeito para esta altura em que há que estudar para os testes que aí vêm. Como o título indica, a história é contada na forma de entradas num diário, o que torna a leitura muito rápida.

Hoje não escrevo mais, é sábado, apetece-me farra. De que tipo, logo se vê. Talvez só uns copos e conversa, talvez a maldade de seduzir um rapazito - e deixá-lo de mãos a abanar. Lá onde ele vá abanar as mãos, não me diz respeito.

Em 1969, Nora Rute, a personagem principal, é uma rapariga de 21 anos, proveniente de uma família abastada. Como sabem, é uma altura conturbada na história do nosso país, uma época de viragem. Este ano como pano de fundo foi uma das melhores partes desta leitura, não porque me identifiquei com a situação política e social, felizmente, mas porque ilustra tudo aquilo que os meus avós me transmitiram dos seus tempos de juventude, e algo que a minha família experienciou. Fala-se na quantidade de porteiras portuguesas em Paris - a minha avó materna foi uma delas -, na Guerra Colonial e nos refractários (quem não tem um parente que esteve na guerra, ou que fugiu para a evitar?). Fala-se nos primórdios da RTP e na vitória da Desfolhada Portuguesa no Festival, na inauguração da Gulbenkian, no Café Império e na inexistência de uma auto-estrada que ligasse Lisboa ao Sul. Fala-se no pânico do sismo de 1969, algo que me foi relatado pela minha outra avó inúmeras vezes - ela fala sempre nos bibelôts que tombaram na prateleira que tinha por cima da cama. 1969 é um ano importante para a minha família - os meus avós casam em Março, e a minha mãe nasce em Setembro, de forma que este livro veio mesmo a calhar, já que o aniversário de casamento é esta semana, e a minha avó vai adorar quando eu lhe falar sobre este livro.

São seis da tarde e ainda não estou em mim. Ouvi o apregoar de um ardina e corri a comprar jornais. Tenho na minha frente o Diário de Lisboa que resume, a toda a largura da primeira página: NOITE DE PÂNICO. É o título que parece retratar o meu próprio terror quando acordei com o abanar da cama, do quarto, da casa.

Nora Rute é muito parecida comigo, portanto foi fácil identificar-me com a sua personagem. É uma miúda que não sabe bem o que quer, tem pouca sorte nas relações amorosas e é toda pra frentex, como se costuma dizer. Viaja sozinha e devora livros. Gosta das 'modernices' que o seu pai, apoiante de Salazar, odeia, e por isso mesmo ela ainda faz pior. Não gosta de minissaias? Então é isso mesmo que a Nora vai usar! Tanto o humor, como as reacções, os hábitos, os ideais, etc. são tão próximos dos meus que, por vezes, quase parecia estar a ler o meu próprio diário. Aliás, até a sua inconsistência no que toca à escrita no dito diário é algo com que me identifico. Só é pena não me identificar com a sua conta bancária...

Sê paciente, Diário, tanto a falar como a escrever, perco-me por atalhos, ando às voltas. Necessárias, aliás, para que me conheças e saibas quem me rodeia.

Confesso que costumo ter medo de autores homens a escrever da perspectiva de mulheres - até porque costuma dar asneira - mas, felizmente, Mário Zambujal fez um óptimo trabalho na construção da personagem de Nora Rute. Ah, e não podia deixar de vos trazer esta citação maravilhosa:

Nem vou explicar ao meu amigo Diário que o desatino com o beijo nada teve a ver com ardores sensuais. Resultou de me engasgar por ele ter enfiado a língua até às amígdalas.

Há muito humor neste pequeno livro, e também existe crítica social - subtil, mas suficientemente arrojada para se notar. Houve muitas alturas em que soltei gargalhadas com situações ou diálogos engraçados. Adorei os personagens, especialmente Nora e Sílvia, a sua melhor amiga. Houve duas personagens daquelas irritantes que fazem ter pensamentos homicidas - vocês sabem do que estou a falar - mas, claro, são essenciais à história.

Devias agradecer-me Diário: o homem ainda estará à minha espera e é a ti que venho dar uma mãozinha. Não te excites.

Resumindo e concluindo, eu ADOREI esta leitura e quero, com toda a certeza, explorar outros livros do autor no futuro. Adorei a escrita, os personagens, a própria história, tudo. Até a capa é maravilhosa!!




Espero que, se um dia tiverem oportunidade, peguem neste livro - vale mesmo a pena. Talvez eu seja suspeita, por tudo aquilo que mencionei acima, e o valor 'sentimental' da época em que se passa a história, mas acredito que qualquer pessoa irá gostar desta leitura.


★★★★★ 5/5 estrelas


UPDATE



Acabo de ver o dito cujo a metade do preço no Continente - quem estiver interessado, que aproveite! Também devem ter o mesmo desconto nas lojas Note, para quem tiver cartão do Continente. Boas leituras!

Bullet Journal | Abril 2018

Tuesday, March 27, 2018

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Há anos que todos os meses me sento durante horas a fio a brincar com o meu bullet journal. Para quem não sabe, bullet journal é um sistema de organização flexível e personalizável, para o qual são apenas necessários um caderno e uma caneta (ou lápis). Podem ver o vídeo de explicação do sistema aqui.

A verdade é que, mais do que uma 'agenda' para me organizar, o meu bullet journal é uma forma de relaxamento e expressão criativa, e por vezes até um sítio para desabafar - tal como para muitas outras pessoas. Como estava com saudades de gravar vídeos de bullet journaling, decidi gravar o processo deste mês. Podem ver os meus vídeos antigos aqui.

É provável que notem os meus problemas de compromisso em relação a este tema... é que eu mudo de bullet journal como quem muda de cuecas. É chata, esta inconsistência, mas eu de facto estou constantemente a mudar de um caderno para outro, de um sistema para outro, enfim. Desta vez, foi no meu caderno Leuchtturm1917, para o próximo mês, logo veremos. Aliás, já tenho planos para algo novo, mas não vou contar já! :D

Deixo-vos abaixo algumas fotos para conseguirem ver as páginas com pormenor. Vamos então ao vídeo!


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Espero que gostem, e que se inspirem para começar um bullet journal, caso não tenham experimentado ♡

Tour pelas minhas estantes

Saturday, March 24, 2018


Há cerca de três ou quatro anos, descobri a comunidade do booktube, bookstagram, etc. Não fazia ideia que havia tanta gente a ler - e muito menos que ler podia ser divertido. Na comunidade do booktube, encontrei inspiração para começar a ler, para começar um hábito saudável por uma vez na vida. Os meus vídeos preferidos sempre foram as tags e as bookshelf tours. Olhar para estantes recheadas aquecia - e continua a aquecer - o meu coração de uma forma que não consigo explicar.

Por isso mesmo, há muito que quero gravar a minha própria bookshelf tour, e ontem foi o dia em que, finalmente, peguei na câmera e gravei. O vídeo é longo, portanto recomendo vivamente que o acompanhem com uma chávena de chá.


A forma como organizo os meus livros vai variando, até porque gosto de andar a brincar e a trocá-los de sítio. De todas as formas que já experimentei, esta parece-me a mais práctica. Tentei, o melhor que consegui, organizá-los por género. Cada prateleira tem livros de um determinado género - claro que, quando deixa de haver espaço numa prateleira, ponho os livros onde couberem -, e os livros do mesmo autor estão, normalmente, agrupados. Para mim, torna-se mais fácil encontrar livros quando os tenho assim dispostos.

Bem, é tudo por hoje,
Espero que gostem - e que vos aqueça o coração ♡

Livros a metade do preço!!

Wednesday, March 21, 2018


Olá pessoal ☺️ Hoje trago-vos um post curtinho, mas deveras útil!

Acontece que ontem passei no Continente (Oeiras Parque), e reparei que lá estavam as mesas do costume, cheias de livros com 50% de desconto. Eu sou adepta das "feiras do livro" do Continente porque têm realmente descontos muito bons em livros nacionais e traduzidos. Aliás, cerca de 80-90% dos livros que tenho em Português foram comprados em mesas destas.

Acabei por trazer um livro - mais do que isso não podia ser, já que tenho dezenas de livros por ler nas estantes - e achei que devia partilhar convosco alguns dos livros que me captaram a atenção.



O livro que trouxe foi As Gémeas do Gelo de S.K. Tremayne, que ficou a 9,40€

Aqui ficam alguns dos livros que eu compraria - se não estivesse proibida de comprar livros, claro:

- A Todos os Rapazes que Amei de Jenny Han - um dos meus livros preferidos; quem ainda não leu, aproveite porque está a pouco mais de 7€

- Confesso de Colleen Hoover - é um dos livros da autora que ainda não tenho, e estava a 8,50€... escusado será dizer que chorei por dentro por não o ter trazido 😪

- Uma Nova Esperança de Colleen Hoover - eu tenho este livro e, curiosamente, também o comprei a metade do preço no Continente; está também a cerca de 8,50€

- Peregrino de Terry Hayes - um policial/thriller caríssimo em Português que não arranjam a melhor preço; deverá estar a cerca de 11€

- As Raparigas Esquecidas de Sara Blædel - um livro numa série policial; li o último que foi traduzido e gostei bastante (review aqui); estará a cerca de 9€


- Harry Potter e a Pedra Filosofal de J.K. Rowling - versão normal a cerca de 7€ e versão ilustrada a cerca de 17€, se não me engano


Das dezenas de livros que lá estavam, estes foram os que me saltaram à vista. Havia para todos os gostos, por isso aconselho quem gosta de livros a dar lá um saltinho. Penso que a campanha esteja a decorrer em todas as lojas - pelo menos costumam ter em todas as lojas grandes!

Boas compras e boas leituras ♡


P.S. não estou a ser patrocinada pelo Continente - quem me dera!!

TAG | Books & Makeup

Tuesday, March 20, 2018


O vídeo de hoje é uma tag literária que estou para gravar há algum tempo. Combina livros e maquilhagem. Eu sei, parece algo bizarro, mas juro que faz sentido!
Como não encontrei ninguém que tivesse traduzido a tag para Português, decidi traduzir eu. Aqui fica o resultado:



Perguntas:
1. Primer: um livro que deixou uma marca duradoura
2. Base: escolhe o teu primeiro livro numa série favorito
3. Corrector: escolhe um/uma personagem que, por ti, ia à vida
4. Pó: escolhe o teu livro final numa série favorito
5. Sobrancelhas: um livro que achas que todos deviam ler
6. Sombra: escolhe um livro cuja capa tenha as tuas cores favoritas
7. Eyeliner: escolhe um livro obscuro e misterioso
8. Máscara: escolhe um livro muuuuuito longo
9. Blush: escolhe um livro com romance cringe
10. Iluminador: escolhe um livro que iluminou o teu dia
11. Batom: o teu beijo literário favorito

Confesso que estou um pouco nervosa em relação a este vídeo... Espero que gostem! Eu gostei muito de gravar a tag, e se tiverem alguma sugestão de tags que gostariam de ver, deixem nos comentários ♡
Até ao próximo post 😊

Eurovisão 2018 | os meus favoritos

Sunday, March 18, 2018


Muito mais do que o Festival da Canção - que este ano, na minha opinião, foi fraquinho - a Eurovisão deixa-me muito empolgada.
De há uns anos para cá, acompanho avidamente o concurso, e a verdade é que ainda hoje oiço músicas da Eurovisão de há duas ou três edições atrás. Os diversos países levam músicas muito, muito boas à competição.

Em Portugal, tem-se perdido o interesse pela Eurovisão - aliás, em 2016, nem sequer participámos, o que eu acho espantoso. Há muito tempo que Portugal deixou de se interessar pelo concurso. No entanto, como ganhámos em 2017, andamos todos com a febre da Eurovisão outra vez. Esperemos que não desvaneça daqui a uns tempos...

Bem, como eu me interesso muito pela competição, queria partilhar convosco as minhas canções favoritas deste ano. Vamos lá!


ALEMANHA


Esta é, provavelmente, a minha preferida de todas. É uma daquelas baladas meio tristes que até fazem apertar o coração, e já está na minha playlist porque é mesmo o meu tipo de canção ♡


NORUEGA


Um conceito interessante: uma canção sobre como escrever uma canção. Além de ser algo inovador, o vídeo está giríssimo. As animações e a dança dão-lhe um toque leve e alegre e, conjungado com a música, transmite mesmo felicidade. Eu fiquei logo de bom humor! 😄


IRLANDA


Mais uma balada lindíssima que, pelo menos a mim, me aquece o coração. O intérprete ficou conhecido depois da sua participação do The Voice, e também no Britain's Got Talent e já lançou um álbum. Obviamente, fui cuscar as músicas, e agora estou viciada... típico hahaha


ÁUSTRIA


Esta canção é bem capaz de ficar no top 5 deste ano. O intérprete tem uma voz poderosa, e a música fica no ouvido. Pelos comentários no vídeo, muitos consideram que esta poderá ser a canção vencedora. Vamos ver!


PORTUGAL


Que raio de patriota seria eu se não incluísse a nossa? Confesso que ainda não estou completamente rendida à canção, mas até gosto, e às vezes dou por mim a cantarolá-la cá por casa.


GEÓRGIA


Já deu para perceber que gosto de baladas, não deu? Eu não percebo nada do que estes senhores dizem, mas a verdade é que a música me emociona. Acho que deve ter sido assim que toda a gente lá fora se sentiu ao ouvir o Salvador em 2017...
  

REPÚBLICA CHECA


Normalmente não sou muito destas músicas comerciais que podiam passar na Zara (#hipster), mas esta ficou-me no ouvido. O rapaz não tem propriamente a melhor voz de sempre, mas a música é catchy, e ele é giro que se farta 😉


ISLÂNDIA


Yet another ballad... O intérprete tem um vozeirão, por mim ficava no top 5! ♡


ESPANHA


Uma balada??? Cantada por um casal??? Uma benção enviada desde Espanha, adoro esta música!! Que coisa mais adorável 😍


ISRAEL


Israel é sempre um dos países com as minhas canções preferidas. Em 2015 e 2016, as canções que levaram à competição foram um espectáculo, e este ano voltam a arrasar - embora de forma diferente. Gosto desta canção mais pela mensagem, não tanto pelo ritmo ou pela voz da intérprete - que são também uma categoria! É a típica empowering song, e às vezes sabe bem um boost de confiança ♀


ITÁLIA


Novamente, uma canção que marca pela mensagem: 'não' à guerra, 'não' ao terrorismo. Aconselho a leitura da letra da canção, para terem uma ideia do que a dupla refere. O vídeo é poderosíssimo, de certeza que esta canção ficará bem colocada.


MACEDÓNIA


Mais uma música daquelas que passam na Zara, mas esta tem aqui qualquer coisa de diferente. Às vezes até parece meio reggae, gostei muito da melodia, e das suas variações.


DINAMARCA


Por último, outra canção com um conceito diferente. Desta vez, sobre um viking chamado Magnus Erlendsson, que viveu no séc. XI e se recusou a perpetrar actos violentos. O intérprete é perfeito para o papel, já que não só é escandinavo, como tem totalmente ar de viking. Além de tudo isto, não canta nada mal, e a música tem força.


············

E são estas as minhas canções preferidas deste ano. Agora é rezar para que Portugal ganhe outra vez - mas olhem que a concorrência está forte, vamos ver!

Digam-me nos comentários as vossas favoritas, e já agora se acham que ganhamos duas vezes seguidas!

TAG | Livros Esteticamente Agradáveis

Saturday, March 17, 2018


Saiu hoje mais um vídeo no canal, desta vez uma tag. Esta tag foi feita para mim, já que livros bonitos é totalmente a minha cena, e eu julgo muito os livros pela sua aparência... eu sei, é pecado, mas não consigo evitar :P



Aqui ficam as perguntas:

1. Melhor combinação de cores na capa de um livro
2. A melhor tipografia/Font na capa de um livro
3. Melhor capa simples
4. As melhores guardas
5. O melhor mapa
6. Melhor capa de um livro de capa dura sem "jacket"
7. Melhor contracapa
8. Melhor cabeçalho de capítulo
9. As melhores ilustrações
10. Melhor lombada
11. Capa favorita das tuas estantes

Espero que gostem do vídeo e, se quiserem ver outras tags, deixem sugestões nos comentários ♡

Menina Boa, Menina Má | Ali Land


Título: Menina Boa, Menina Má
Autor: Ali Land
Editora: Suma de Letras
Ano de publicação: 2017
 Páginas: 384

Hoje trago-vos o primeiro post literário aqui do blogue - e digo-vos já que começamos muito bem. Um dos favoritos do ano até agora! 

Menina Boa, Menina Má é um thriller psicológico de Ali Land, traduzido e publicado em Portugal pela Suma de Letras. Neste livro, acompanhamos a história da Annie, uma menina cuja mãe é serial killer. No primeiro capítulo, a Annie está na esquadra da polícia, a contar tudo sobre os crimes da mãe - ela tortura e mata crianças num quarto a que chama de "parque infantil" e, depois, cabe à Annie livrar-se dos corpos, isto é, embrulhá-los e levá-los para a cave. Annie foi abusada de todas as formas possíveis pela própria mãe, e era obrigada a assistir e participar nos crimes, sendo que, como podem imaginar, tem graves traumas e distúrbios psicológicos.

Como a sua mãe é detida, e Annie é menor, vai viver com uma família de acolhimento - cujo patriarca é um psicólogo que a vai acompanhar e preparar mentalmente para o julgamento. Annie muda de nome: assume uma nova identidade como Milly e muda de escola, de amigos, de vida. Vamos acompanhá-la desde que se muda para a nova casa, até depois do julgamento da sua mãe. Durante todo este tempo, lidamos com muitas situações diferentes: bullying, violência, chantagem/manipulação - bem como os flashbacks de Milly, durante os quais ficamos a saber as coisas horríveis que a mãe lhe fez desde tenra idade. 
O 'tema' permanente é o conflito interior de Milly, que não quer ser, ou vir a ser, como a mãe, mas ao mesmo tempo, sente que virá a ser exactamente como ela. Afinal, quem sai aos seus não degenera, não é?






Confesso que fiquei rendida à autora, e até me parece impossível que este seja o seu primeiro livro. Está, de facto, muito bem escrito, e muito bem pensado. O enredo é intrigante e cativante, e mexeu muito comigo. Especialmente nos flashbacks... a mãe da protagonista era mesmo horrível #VádeRetroSatanás

Apesar da temática séria e pesadíssima, ri bastante durante a leitura. Aliás, cerca de metade dos meus marcadores neste livro são azuis, que é a minha cor do humor. Pode parecer um pouco estranho haver humor nesta história, mas não é. Especialmente considerando que grande parte das interacções que vemos são entre adolescentes!
Por outro lado, interacções entre adolescentes podem levar a situações frustrantes como esta:


"Meu onde raio é que estavas enfiado, estou à tua procura há que tempos. Estão a passar-se cenas verdadeiramente maradas na cozinha."  
O Toby limpa a boca desidratada com as costas da mão, aponta para nós."Estava só a divertir-me com a fauna local, já sabes como é."

Durante a leitura, tive sempre a sensação de que a autora sabia do que estava a falar pela maneira como descrevia os pensamentos e atitudes de todos os personagens. De facto, a minha suspeita confirma-se, pois no pequeno texto sobre a autora percebemos que não só é licenciada em Saúde Mental, como trabalhou num hospital de saúde mental infantil e adolescente. Isto foi, na minha opinião, uma grande mais-valia, porque Ali Land sabe mesmo manipular as emoções do leitor, e descrever com verosimilhança o que a personagem principal, que narra o texto, sente em variadas situações. Trata-se, portanto, de um thriller psicológico com conhecimento de causa.


"Quem me dera estar sozinha, poderia contar as minhas cicatrizes."

"Também gostaria de dormir, só que, sempre que fecho os olhos, vejo nove coisinhas pequeninas a chorar, a apontar para mim, a pedir ajuda."

Em geral, este livro é muito bom. Está bem escrito e bem executado. Tenho apenas a apontar alguns problemas de tradução, mas isso nada tem a ver com o livro em si, portanto não conta para a minha avaliação. Só não lhe dou as 5 estrelas completas porque não acho que esteja ao nível d'O Homem de Giz ou do The Wife Between Us, por exemplo.
Vou, definitivamente, ficar atenta a novos livros da autora. Estou entusiasmada para o que aí vem, especialmente sendo o seu primeiro livro já tão bom.

★★★★☆ 4.5/5 estrelas

Aventuras no Tinder

Thursday, March 15, 2018



Com tanta conversa - e tantos memes - acerca do Tinder, a tentação de experimentar esta demoníaca aplicação de dating acaba por levar a melhor de quem é solteiro. E mesmo até de quem não é, mas isso já é outra história...

Bem, a verdade é que eu cedi, e lá criei um perfil no Tinder. Para quem não está a par destas andanças, a premissa do Tinder é que nós temos, essencialmente, uma montra de todas as pessoas que aderiram ao Tinder, num raio de x kilómetros (definido por nós). Estilo Red Light District, mas com menos classe. Quando vemos o perfil de alguém, ou damos like, para indicar que estamos interessados, ou passamos ao próximo.

Parece giro, não é? Pois, a mim pareceu-me muito bem, apesar dos critérios fúteis implicados neste sistema. Só foi pena ninguém me ter avisado acerca da quantidade de cromos que ia apanhar nesta minha aventura... Hoje, trago-vos uma lista dos tipos de rapazes que se encontram no Tinder, uma espécie de almanaque da rapariga solteira do século XXI.


O Ninfomaníaco


Este é aquele rapaz que, simplesmente, nos quer ir ao pito - e não o esconde. Aliás, até é capaz de ser das primeiras coisas que nos diz. Há alturas em que começa conversas com algo como: "Olá! Tens cá umas pernas..." - e esta é a versão soft...

Existe ainda a possibilidade de ele vos convidar para terem sexo casual na casa da sua avó, portanto preparem-se. Não, não estou a gozar...

Uma pessoa ainda tenta ver se o rapaz se acalma e as coisas não tomam um ritmo demasiado acelerado, mas acaba sempre por desistir, porque dali não leva nada senão poucas-vergonhas.


O Engraçadinho


Este é o rapaz que pega em tudo o que uma rapariga diz e arranja maneira de o transformar em conteúdo sexual, normalmente sob a forma de piadas porcas que não fazem ninguém rir. Do género:


Ela: *refere que fala quatro línguas*
Ele: Ah, então deves ser boa com a língua! E ainda por cima logo quatro! ;)
Enfim, é bloqueá-lo e passar ao próximo...


O Precavido


Este é o mais interessante espécime, porque é inseguro, mas ao mesmo tempo tem muita confiança. Passo a explicar: este rapaz tem alguma insegurança, portanto, quando encontra uma rapariga do seu agrado, se esta tiver o Instagram conectado ao perfil do Tinder, toma nota do username. Assim, se não fizerem match, não há problema, porque o rapaz vai, com toda a confiança do mundo, enviar mensagem no Instagram.

E depois segue-se a conversa constrangedora, em que o rapaz pergunta se a rapariga está interessada, sendo que era óbvio que não, já que não fez like no perfil dele... A ironia de toda a situação que, infelizmente, não é incomum, deixa-me muito intrigada. O que será que vai na cabeça desta gente??


O Fantasma


Este é o rapaz mais comum: aquele que, ou não diz nada quando se dá o match, ou não responde quando a rapariga, por uma vez, começa uma conversa.


O Romeu


Este é o espertalhão. Sabe-a toda, e tenta fazer com que as raparigas fiquem iludidas, com que se sintam umas Julietas. Convida para ir jantar - e não é em casa dele!! -, mas quando demora muito tempo a conseguir o que quer (entenda-se: pito), deixa de responder e passa à próxima.


O Gajo Normal


Este, ao contrário do que eu esperava, é o mais raro espécime na plataforma. Arriscaria afirmar que há um por cada seis ou sete dos outros, o que é uma tristeza. Este é aquele rapaz que consegue ter conversas normais, interessantes até, e não tenta saltar para a cueca desde o primeiro momento. Abençoado seja!

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Bem, agora que vos revelei algumas das minhas desmoralizantes aventuras pelo Tinder, vou chorar um bocadinho, e pedir a Deus que a minha vida amorosa tenha melhoras em breve.


E vocês, têm alguma experiência interessante no Tinder? Deixem nos comentários, eu vivo para histórias destas!

Quando a greve bate à porta

Tuesday, March 13, 2018


Como devem já saber, houve greve dos funcionários da Infraestruturas de Portugal (IP) esta segunda-feira, dia 12. Andar nos transportes públicos dá azo a situações caricatas, especialmente nos dias de greve, em que os passageiros vão todos acomodados de forma semelhante às anchovas em lata.

Para chegar à faculdade, tenho que apanhar um autocarro até à estação da CP, e depois o comboio e o metro. Ora, como os comboios eram quase inexistentes, e os poucos que circulavam vinham mais do que cheios, a maioria das pessoas recorreu aos autocarros para chegar, ainda que com duas ou três horas de atraso, ao seu destino. Isto resultou, como era de esperar, em autocarros cheios, ao ponto de não ser possível entrar mais ninguém, por mais que gritassem: "cheguem-se para trás pá, então!? Toca a andar!"

Começo logo o dia de forma extraordinária. No Parque Eduardo VII, uma das paragens do autocarro, vejo - isto às 11 e tal da manhã - uma carrinha encostada à berma, certamente com um homem ao volante, junto a uma senhora que, tanto pela vestimenta, como pelo local onde se encontrava, aparentava ser uma mulher de maus costumes e princípios duvidosos, se é que me entendem...

Na viagem de regresso a casa, com o trânsito habitual da hora de ponta e o autocarro mais cheio que sei lá o quê, começa a diversão. Uma senhora ao pé de mim toca na campainha porque se encosta acidentalmente. O motorista pára, mas ninguém sai. Então, o que é que o motorista decide fazer? Birra. Pois é, o senhor motorista ficou parado na paragem (passe-se a redundância) durante, pelo menos, minuto e meio. Isto conjugado com a sua cara de enjoado por o terem feito parar inutilmente. Pode até parecer algo insignificante, mas houve alguém que não gostou. E como sei isto?, perguntam vocês. Bem, algumas paragens à frente, um senhor sai do autocarro e, de repente, ouço uma gritaria que mais parecia uma convenção de varinas. De toda a escaramuça, apenas percebi: "você é um mal-educado!! Vou fazer queixa de si!!" Ao que o motorista responde, também aos berros, com o seu nome e número de funcionário, e com "façam reclamação à vontade!!". Entretanto, toda a gente (excepto eu) estava já farta desta discussão, e é então que um terço dos passageiros grita coisas como "vamos lá embora!" e "toca a andar!", e nós lá continuamos o caminho.

Depois de todo este stress, acontece a pior das coisas: o motorista, enervado e a desabafar com alguém lá à frente, esquece-se de virar numa certa rua na Amadora. Cai o Carmo e a Trindade. Origina-se um alvoroço. O público da Festa do Avante não fazia aquele barulho todo, garanto-vos! Depois de ser insultado por metade dos passageiros, o motorista, para voltar ao sítio onde era suposto ter virado, vai por todos os caminhos menos aqueles que os passageiros lhe aconselhavam. Andámos tanto que, entre outros comentários, ouvi: "olha agora vamos à Reboleira"; "já agora vamos a Benfica!" e claro, o meu preferido, "este gajo é uma besta!". Ah, como eu adoro os portugueses ♡

No meio disto tudo, eu estava, como podem calcular, a morrer a rir. E eis que a senhora perto de mim (leia-se: a culpada de tudo isto por causa do raio da campainha), com a sua cara de cu, olha para mim e diz: "está-se a rir? Não tem piada nenhuma." Obviamente, só me fez rir mais, e a senhora, com toda a certeza, rogou-me uma praga. De forma que, se eu desaparecer subitamente, já sabem o que aconteceu... foi macumba!

Posto isto, só tenho uma coisa a dizer: dias de greve da IP em Portugal compensam, e de que maneira!

Um Novo Registo

Monday, March 12, 2018

Ao longo da minha vida, já perdi a conta aos blogues que tive. Desde o Tumblr ao Wordpress, diria que já experimentei de tudo um pouco. A ideia de ter um cantinho online só meu, onde pudesse partilhar conteúdo com o mundo (entenda-se: meia dúzia de gatos), sempre me agradou muito.

A verdade é que nunca me senti satisfeita a 100% com nenhum desses blogues. O mais perto que cheguei de atingir esse nível de satisfação foi com o meu mais recente projecto, The Bookish Deer, um blogue literário. Porém, confesso que sinto necessidade de mudar de ares, experimentar algo de novo. É desta necessidade que surge a ideia de um blogue na minha língua nativa - algo em que, estranhamente, nunca tinha investido até ao momento. Parece que seria óbvio começar por aí, não é? Pois bem, com a típica mentalidade juvenil que assume que "o que é estrangeiro é que é bom", todos os meus blogues foram escritos para inglês ver. Literalmente.

De uma sessão de brainstorming, com o auxílio de um amigo, surge a ideia de chamar a este novo projecto "Achar o Fio à Meada", numa alusão à crise dos vintes, a fase de indecisão e auto-descoberta pela qual estou, actualmente, a passar. Pode parecer clichê, mas escrever é muito terapêutico para mim e, por vezes, é a minha forma de lidar com as situações menos boas que vão surgindo. No entanto, nunca tive uma plataforma onde pudesse simplesmente publicar o conteúdo que me apetecesse, já que eram blogues focados num tema específico, e não era o que a audiência queria ler. Desta vez, o plano é criar um sítio que reflicta quem eu sou, não uma plataforma que trate apenas um determinado assunto.

Não sei quem terá interesse nos devaneios que surgirão neste blogue mas, quem quer que sejam os meus leitores, podem contar com parvoíce, desabafos, e talvez até beleza e culinária mas, sobretudo, muita literatura!

Um brinde a novos começos! 🥂

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